A escolha impossível de ser feliz

Escolhe. A cada momento, sê o capitão da tua Alma. Usa tudo: os pés para caminhar, as mãos para alcançar. Usa o coração e a razão, em partes desiguais. Procura, pesa, mede, desperdiça e guarda. Mas escolhe. Escolhe tomar parte da vida e, verdadeiramente, viver. Escolhe viver, mesmo que doa cada fôlego e cada pestanejar. Depois, escolhe ser bom. Não faças o mal. Conta a tua história na exata medida do teu amor. Desvenda o teu ser no cuidado a cada flor, a cada pétala, a cada criança indefesa num animal que que já é grande. Distribui Amor, sempre, mesmo que vivas por agora na toca da tua tristeza. Começa no início. Começa por aquilo que és e te anima, por dentro, um animal pequeno que aprende a andar. Conta como és quando deste tudo, mesmo cansado, mesmo desiludido. E, de repente, não deste nada, porque duplicaste de tamanho, em tanto que te devolveram. Cultiva o teu sorriso. E, quando por ti vires nascer um sorriso no rosto de alguém, acolhe o mundo no teu coração que, quase demasiado cheio para bater, se imobiliza numa felicidade impossível.  E, quando morreres, não morres de verdade. Vives em todos os que amaste. E isto basta. Por isso, escolhe. E escolhe bem.

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