Nasceu um pássaro na alma

Dias para silenciar o mundo fora da janela. Dias para fazer nascer pássaros no peito. Dias para lembrar de que somos feitos… de vento, de brisa, de sol, de sal, de chuva e de orvalho. Das coisas efémeras do mundo. E das coisas eternas também, do pó das estrelas, do amor e da saudade. Às vezes, vinha a mão apertar-nos o peito. E então, vínhamos cá fora ver as flores, sentir a terra, respirar o mar. Dávamos as mãos devagarinho e amavamo-nos pela noite ensonada. Continua a ser verdade este amor, este compromisso que nos leva parte de nós e nos devolve ainda mais, partidos de nos querermos tanto; inteiros no horizonte comum.
Nasceu-nos hoje um pássaro no peito. Mesmo na despedida. Pousou na janela e disse adeus. Com o medo no bico e coragem nas asas. Até depois, companheiros.

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