Todos os começos

Uma noite escura. Ao longe, um minúsculo ponto de luz.
Uma réstia brilhante, como um pequeno fogo de artifício.
Cá fora, tudo se move em velocidade.
Mas lá dentro, no útero materno, uma paz primitiva apaga todas as dimensões:
Sem tempo, sem espaço, a vida se forma sem medida alguma.

Todo o começo é um milagre.
A vida é o pulsar eterno de todos os começos.
E ela se derrama sobre tudo.
E sobre ela, caem como estrelas cadentes, todos os desejos do mundo.
E por ela corremos, lutamos e suspiramos.

Às vezes desejamos parar. Fazer a vida mais pequenina em dor. E em silêncios.

No fim, sozinhos, queremos uma vida para dois, ou para três. Que ela preencha a exata medida do nosso amor.

E a vida cresce e se extingue, inevitavelmente, apenas para se transformar em outra coisa.

Podemos viver para sempre. Já vivíamos antes de viver. E assim continuaremos, enquanto a memória de nós no mundo permanecer.

Podemos viver para sempre, se quisermos. Semear estrelas no caminho.

Um dia seremos o céu de alguém.

 

 

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