A paz das Coisas Selvagens

Quando o desespero do mundo me toma

E a angústia floresce no meu peito

Caminho na floresta, à beira do rio.

As árvores altas inclinam-se brevemente ao vento.

As nuvens reúnem-se no canto do azul céu

Os pássaros chilreiam algures, quase que ouço o restolho das suas asas.

A quietude da água encontra-me num senso de paz.

Uma sensação trepidante de frescura, um assombro sereno de quem se deixa ir.

Ao ritmo natural das coisas. Ao sossego depois da tempestade.

Ao ventre materno, quente e líquido, depois da vida áspera dos dias.

E as batidas do coração se aquietam na paz das coisas selvagens.

De alguma forma, estou em casa.

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